
Ele descia a rua
passos em
velocidade média
contados e recontados
Em linha reta…
sem cambalear
Temeria a força centrífuga?
Ou, quem sabe,
ser tragado pela força centrípeta?
Nestas horas,
acelerado
só o coração
Hoje,
o tempo reduziu-lhe a velocidade
dentro do peito desacelerou o coração
Perdeu a massa que,
até então, era constante
Optou pela quântica
Quantos átomos seriam necessários
para amar de novo?
Quantas partículas subatômicas,
para rever o amor
numa viagem no tempo?
Calculou que estava certo quando,
na juventude,
afirmou que seriam referenciais
um ao outro.
O tempo acelerou mais que o devido
como os elétrons no núcleo de um átomo
Infeliz descobriu que,
tomaram a mesma direção,
em sentidos opostos.
No meio do caminho
um princípio de incerteza
Ele na física
Ela energia astral
17/09/2026
Observações:
1 - Por favor, deixe seu nome no final do comentário, caso queira fazê-lo.
2- Fotografia: aurora astral na Oreti Beach, cidade de Invercardil, Ilha sul, Nova Zelândia (arquivo pessoal)
3 - Este poema foi escrito como dever de casa da Oficina de Escrita Escrevivência, da Casa de Cultura Josephina Bento, de Betim,M.G., proposto após leitura da Poesia Matemática de Millôs Fernandes,