terça-feira, 13 de outubro de 2026

Apresentando "Juju, a baleia encantada"


Uma história que não esqueci




Uma vez, sentindo saudades do mar e, sem companhia para fazer a viagem, acabei convidando uma jovem vizinha.

- Nunca fui à praia - disse-me ela.

Então lá fomos nós duas, uma velha senhora e uma jovem mulher. Depois de quase vinte horas de viagem de ônibus e em caronas, chegamos lá. Eu já conhecia a região de longo tempo atrás. Queria reviver as mesmas emoções de antes.

Naquela semana o mar não estava pra peixe. Sem sol, as areias estavam escuras e as pedras vulcânicas impossibilitavam as caminhadas na beira da praia.

Eis que surgiu um aviso pregado no quadro de avisos do refeitório. Um convite para as atividades recreativas daquele lugar. Nos inscrevemos e nossas aventuras começaram de verdade.

O monitor, um homem de meia idade, não parava de falar. A princípio não havia nenhuma simpatia nele, mas daí a pouco ele foi sendo mais suave, menos falante e nos contando muitas histórias interessantes daquelas regiões.

Entretanto, o melhor da praia foram as companhias de Edgar e Carolina, irmãos paulistas, pré-adolescentes, que coloriram nossos passeios. Eles acabaram me inspirando a escrever sobre a Juju, a filhote de baleia jubarte que habitou aquele pedaço do oceano Atlântico cuja história nos foi contada pelo monitor.

Dez anos depois está nascendo “Juju, a baleia encantada”.

13/10/2026

Observações:  eis meu primeiro livro infantil para todas as crianças acima de sete anos, inclusive para aquelas que moram dentro de nós e nos acompanham por toda a vida.

Caso queira fazer um comentário, deixe seu nome após o mesmo.

Lançamentos: 

Betim, dia 24 de outubro, sábado, às 9:00h no Salão do Encontro.

Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete ainda sem datas previstas

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Suruba na História - Crônica Nonsense


Faz-se necessário contar esta história num tempo em que estas mesmas coisas andam acontecendo nos andares de cima da elite brasileira.

Florbela Espanca apaixonou por Miguel Ângelo que fêz-lhe uma escultura posteriormente colocada no reino persa do Rei Sahriar. Quando Sherazade soube do ocorrido, houve um danado de um furdunço. Ainda bem que Tomás Antônio Gonzaga, alí por perto, percebeu tudo e gritou socorro para Madalena, a santa do pau oco.

Há quem diga que, até hoje, Roma e Portugal não se dão bem e juram que os gêmeos Rômulo e Remo, nascidos daquela Mil e Uma Noites, nunca existiram de fato.

Mesmo assim, nada de juras de amor entre lisboetas e romanos.

Por conta disto, Marília de Dirceu  ainda hoje anda enlouquecida, gritando pelas praias do mar da Galileia pelo amor traído de D.Pedro I.

01/10/2026

Observações:

- Fotografia: Capitólio, Havana, arquivo pessoal

- Este texto foi escrito durante a Oficina de Escrita Criativa Escrevivência, em Betim, M.G.

- Favor colocar seu nome no final do comenário, caso queira fazê-lo.