Betim, 6 de agosto de 2026
Boa noite Antônio,
Ainda ontem combinamos nosso café. Embora soubesse, de antemão, que tal guloseima, muito apreciada por mim, não o seja para você, acreditei, mais uma vez, que compareceria. você não compareceu.
Assim tem sido nossa história. Onde apareço, você desaparece. Daquilo que gosto, você faz cara de desgosto. Se gosto de música clássica, você prefere o rap. Se amo o azul, você prefere o cinza.
Pois bem, se somos os opostos e sabemos que as retas se encontram no infinito, embora na minha matemática elas nunca se encontrem, faz-se a hora de eu tomar meu rumo numa curva e cair fora. Você faça o que bem entender. Provavelmente seguirá na mesma reta porque nunca soube ser curva.
Veja você, se eu pudesse adjetivá-lo, diria que lhe desejo como companheiro, o Senhor Caronte.Que ele lhe conduza ao inferno.
Nosso tempo escafedeu-se. Extinguiu-se a validade.
Sem abraços
Amélia
Observação: esta carta foi escrita como dever de casa da Oficina de Escrita Criativa Escrevivência que acontece na Casa de cultura Josefina Bento, em Betim, M.G. Tal carta deveria ser escrita sem adjetivos.
Por favor, deixe seu nome no final do comentário, caso queira fazê-lo.

Mais uma canção que ouço de um desamor. Não convenceu, há dentro de você um outro Antônio. Um que lhe faça cantar... cantar e cantar... De encontro ao teu céu.
ResponderExcluirEmanuel. Boa tarde!