Era uma vez uma tal dona Baratinha que cismou em querer representar, numa peça, o inseto da metamorfose. Tanto fez e refez que acabou ganhando o papel naquele programa kafkiano da noite do terror de segunda-feira. Comprou uma capa nova da dona Cascavel, incluindo o chocalho no final da cauda. Ficou assim, de morte. Guardou todo o veneno para desbaratar sobre os concorrentes caso não fosse classificada para o nobre papel. Entre os jurados estava o próprio dono daquele terrível livro famoso, que logo se apaixonou pela figura temerosa. Mas, a asquerosa concorrente, só não contava que entre os jurados estava Dom Casmurro que, muito desconfiado com aquele deleite entre os dois, preferiu aspergir Detefon na nojenta e transfigurar sua Capitu para o papel principal.
Como dizia minha avó, o grande mentecapto matou dois coelhos duma cajadada só. Nada de baratas, nada de traição.
Assim como dizia Virgolino Lampião: "Não sou cangaceiro por vontade minha, mas pela maldade dos outros."
Observação: Esta escrita foi feita como dever de casa na Oficina de Escrita Criativa: Escrevivência, Junto à Casa de Cultura de Betim, em julho de 2026.
Gostei da escrita Nonsense. Uma boa escolha. Gostei do Detefon e do final. Também não sou jurado por escolha própria, mas textos como o seu ouso sempre comentar! Tome muito cuidado agora com as baratas ou com Machado de Assis em abrir algum livro dele, talvez haja surpresas... Bom final de Semana!
ResponderExcluirLorenzo.
Boa tarde Lorenzo. Adorei seu comentário. Não me coloque medo, por favor. Mas quem é você?
Excluir