quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Poema Física de um amor

                          

Ele descia a rua
passos em
velocidade média
contados e recontados
Em linha reta…
sem cambalear
Temeria a força centrífuga?
Ou, quem sabe,
ser tragado pela força centrípeta?
Nestas horas,
acelerado
só o coração


Hoje,
o tempo reduziu-lhe a velocidade
dentro do peito desacelerou o coração
Perdeu a massa que,
até então, era constante
Optou pela quântica
Quantos átomos seriam necessários
para amar de novo?
Quantas partículas subatômicas,
para rever o amor
numa viagem no tempo?

Calculou que estava certo quando,
na juventude,
afirmou que seriam referenciais
um ao outro.

O tempo acelerou mais que o devido
como os elétrons no núcleo de um átomo

Infeliz descobriu que,
tomaram a mesma direção,
em sentidos opostos.

No meio do caminho
um princípio de incerteza

Ele na física
Ela energia astral

17/09/2026

Observações:

1 - Por favor, deixe seu nome no final do comentário, caso queira fazê-lo.

2- Fotografia: aurora astral na Oreti Beach, cidade de Invercardil, Ilha sul, Nova Zelândia (arquivo pessoal)

3 - Este poema foi escrito como dever de casa da Oficina de Escrita Escrevivência, da Casa de Cultura Josephina Bento, de Betim,M.G., proposto após leitura da Poesia Matemática de Millôs Fernandes,

Um comentário:

  1. Muito bom! Gostei demais Obrigado! Meu nome é Carlos, mas sou o Monge das Ruas Nuas, escritor poeta.

    ResponderExcluir