Uma história que não esqueci
Uma vez, sentindo saudades do mar e, sem companhia para fazer a viagem, acabei convidando uma jovem vizinha.
- Nunca fui à praia - disse-me ela.
Então lá fomos nós duas, uma velha senhora e uma jovem mulher. Depois de quase vinte horas de viagem de ônibus e em caronas, chegamos lá. Eu já conhecia a região de longo tempo atrás. Queria reviver as mesmas emoções de antes.
Naquela semana o mar não estava pra peixe. Sem sol, as areias estavam escuras e as pedras vulcânicas impossibilitavam as caminhadas na beira da praia..
Eis que surgiu um aviso pregado no quadro de avisos do refeitório. Um convite para as atividades recreativas daquele lugar. Nos inscrevemos e nossas aventuras começaram de verdade.
O monitor, um homem de meia idade, não parava de falar. A princípio não havia nenhuma simpatia nele, mas daí a pouco ele foi sendo mais suave, menos falante e nos contando muitas histórias interessantes daquelas regiões.
Entretanto, o melhor da praia foram as companhias de Edgar e Carolina, irmãos paulistas, pré-adolescentes, que coloriram nossos passeios. Eles acabaram me inspirando a escrever sobre a Juju, a filhote de baleia jubarte que habitou aquele pedaço do oceano Atlântico cuja história nos foi contada pelo monitor.
Dez anos depois está nascendo “Juju, a baleia encantada”.
13/10/2026
Observações: eis meu primeiro livro infantil para todas as crianças acima de sete anos, inclusive para aquelas que moram dentro de nós e nos acompanham por toda a vida.
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Lançamentos: Betim, dia 24 de outubro, sábado, às 9:00h no Salão do Encontro.
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