Daqueles que amei
Trago comigo gestos
Ainda sinto
um toque suave
Ainda vejo
um franzido na testa
Um riso contido
Ainda tenho a boca molhada
dos beijos trocados
Daqueles que me amaram
e que não amei
Trago comigo a solidão
A tristeza imensa
que ainda me toma
Sei do olhar apagado
Da desesperança
Da busca desenfreada
Do adeus não dado
Daqueles que ainda amo
Já não trago nada
É outro o desejo erótico
Bastam as lembranças
que ainda me perfumam
Os olhares que ainda vejo
As palavras
Que ainda escuto
Gestos que me fizeram mulher
Funil, 12/07/2026
Fotografia: pequeninas flores de cravina, presente da minha netinha, Pérola
Amei... A mim “a força do beijo não sacia mais…” Meus olhos os rouba na poesia que embalam minhas noites esperançosas de um bem querer… acordo só… Vazia do amar. Não sei mais do amor! Agora só tenho a mim. Assim aprendi viver.
ResponderExcluirE quem é você que poetizou meu poema? Que delicadeza. Muito obrigada.
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