domingo, 12 de julho de 2026

Poema: Amar - fazer-se verbo



      Daqueles que amei

      Trago comigo gestos

      Ainda  sinto

      um toque suave

      Ainda vejo

      um franzido na testa

      Um riso contido

      Ainda tenho a boca molhada

      dos beijos trocados


Daqueles que me amaram
     e que não amei

Trago comigo a solidão

A tristeza imensa 
 
que ainda me toma

Sei do olhar apagado

Da desesperança

Da busca desenfreada

Do adeus não dado


Daqueles que ainda amo

Já não trago nada

É outro o desejo erótico

Bastam as lembranças

que ainda me perfumam

Os olhares que ainda vejo

As palavras

Que ainda escuto


Gestos que me fizeram mulher


Funil, 12/07/2026


Fotografia: pequeninas flores de cravina, presente da minha netinha, Pérola

2 comentários:

  1. Amei... A mim “a força do beijo não sacia mais…” Meus olhos os rouba na poesia que embalam minhas noites esperançosas de um bem querer… acordo só… Vazia do amar. Não sei mais do amor! Agora só tenho a mim. Assim aprendi viver.

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    1. E quem é você que poetizou meu poema? Que delicadeza. Muito obrigada.

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