quinta-feira, 30 de junho de 2016

Das Dores



   Quisera o Senhor seu Deus que a vida lhe desse tantos filhos. A mulher, magrela por natureza e judiada pela vida, jamais havia virado uma lua desde aquela primeira noite após seu desdito casamento na roça. Bem que houvera um almoço para os padrinhos. Muitos frangos foram sacrificados para o servir. As galinhas a mãe deixou para os ovos. O macarrão tivera muito araticum colhido no terreiro e cheirava a alho. O arroz ainda da última safra fora socado no velho pilão, herança dos avós, pais de seu pai. Mas fora o tutu, cheio de linguiças e cebolinhas verdes que o pessoal mais gostou.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Crônica: " Bonitos em Bonito lV"

           Último dia
   

   Hoje, ao constatar o fato de ter excluído a primeira crônica desta série do meu blog devido à minha  incompetência em informática, tomei ânimo, resolvi voltar a Bonito e escrever nosso último dia naquele paraíso terrestre.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Crônica: Da série " Bonitos em Bonito III"


                             Terceiro dia


   A programação, mais uma vez ditada por minha filha, começaria às seis horas da manhã com nosso café recheado de frutas, pães e uma infinidade de guloseimas. Fiquei na salada de frutas e o meu sempre café com leite e pães variados. Deveríamos chegar ao local estabelecido às sete horas uma vez que nosso grupo seria o primeiro para aquela visitação.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Crônica: " Bonitos em Bonito II"

  Nosso pacote de "turistas ecológicos" neste dia incluía flutuação na Nascente Azul e "Keda d'água". Lá fomos nós em mais uma manhã de um café delicioso. Gosto de acordar em hotéis só por causa desses cafés regados a frutas e muitas variedades de pães. Adoro pães e padarias. A chegada havia sido marcada para as sete horas. Nosso grupo seria o primeiro. Logo que chegamos foram dadas as orientações iniciais acerca da trilha: "jamais sair do caminho" demarcado pela longa passarela de madeira. Caso caísse algum objeto fora desta demarcação, o guia deveria ser comunicado e só ele poderia apanhar o que caiu. Eu fui logo pensando que debaixo daquela madeira, deveria haver muitas cobras pois trata-se de lugares perfeitos para o descanso permanente delas.