quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

DECRETO DE CARNAVAL



A partir deste momento procedo à leitura do meu decreto para este carnaval:



Fica decretado que:
nestas terras chamadas Brasilis deverão viver apenas homens e mulheres do coração à esquerda;


Fica decretado que:

todos os trabalhadores e trabalhadoras terão uma fatia dos lucros produzidos por suas forças de trabalho;


Fica decretado que:
petroleiros, professores e todos os trabalhadores, em greve hoje, terão seus direitos constitucionais garantidos;


Fica decretado que:
o SUS (Sistema Ùnico de Saúde) jamais será revogado e que seus princípios de universalidade, equidade e integralidade permanecerão imexíveis;


Fica decretado que:
as empregadas domésticas deverão viajar para onde quiserem e que, para tal, todas as suas conquistas trabalhistas serão devidamente pagas pelos patrões e fiscalizadas pelos orgãos competentes;


Fica decretado que:
os objetos de desejo sexual de todas as pessoas serão respeitados e que nenhum governante ou crença religiosa deverão se meter;


Fica decretado que:

todas as pessoas afrodescendentes receberão títulos de prpriedade das metades das terras cultivadas por seus antepassados;


Fica decretado que:
todos os indígenas terão suas terras nativas preservadas e que nenhuma exploração do capital ocorrerá nelas;


Fica decretado que:

as mulheres serão proprietárias únicas de seus corpos;


Fica decretada que:
a abstinência sexual jamais será um meio de controle da natalidade; que todos os jovens continuem recebendo educação sexual e que vivam sua sexualidade com satisfação e respeito a(o) outra(o).


Fica decretado que:
a ignorância, a desinformação e o ódio perecerão e que as salas de aula terão multiplicados os conteúdos de história, sociologia, filosofia e economia, por todo o país;


Fica decretado que:
todas as crianças deverão brincar de murundus;


Fica decretado que:
o amor, o bem e a paz estarão presentes em todos os foliões neste carnaval.



E tenho dito.


Este decreto entrará em vigor a partir da data de sua publicação e que, eu, uma barba brasileira assim o assino
                    

                  Maria do Rosário Nogueira Rivelli

                            Fecho do Funil, 13 de fevereiro de 2020

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